Eu queria te dizer que agora é só raiva, não é mais tristeza. Bem, é um pouquinho de tristeza sim, mas só às vezes, só quando, como hoje, estou indo dormir no mesmo lugar que você dormiu comigo há uns dias atrás. Esses lençóis não tem seu cheiro, mas tem a sua memória e isso é o suficiente para me deixar um pouquinho triste. Mas não o suficiente para acabar com o meu dia, ou não me deixar em paz nas aulas boas ou nas tardes de estudo.
Queria te dizer que agora você não é todas as mensagens do meu telefone e ouvir a nossa música tocando na rádio quando eu to no banho já não me faz querer arrancar os cabelos. Eu achei que depois dessa madrugada, eu iria precisar muito mais de você, mas é mentira. Agora eu não preciso quase nada. Eu até penso em outros caras. Eu até já aceitei que não sou sua garota preferida.
Precisava te avisar que você já não é mais a minha primeira opção, porque já não existe mais opção. Agora eu vou seguindo a minha vida e vou tentando apagar você com outras coisas bonitas, com outros caras legais, com outras conversas interessantes, até você ser só um pontinho ou uma história que eu vou contar para alguém um dia.
Mas é verdade que eu ainda durmo com o celular fora do silencioso só para ver se você me liga. Só pra ver se eu transformo essa raiva em paixão de novo.
terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Ir embora... de novo
Quando você me mandou em embora da primeira vez, eu fui sem dó alguma. Falei que tudo bem, desliguei o telefone e fui assistir Lost. Você pediu arrego meia hora depois, me ligando e me pedindo pra falar com você, porque você dizia que me queria tanto. E eu cedi, fiquei conversando com você, sem dó alguma, mesmo lembrando que você tinha me largado há trinta minutos. Da outra você nem me mandou embora, eu que tive que achar a porta e sair, sem rumo, porque você estava muito ocupado para me mostrar a saída, então eu fui sozinha, às vezes dando meia-volta e desistindo, às vezes estagnada na mesma posição por tempo demais. Ai você saiu correndo e me alcançou, e eu estava fazendo pose de brava, te dando as costas, fingindo que não estava nem aí e me rendendo quando você começou a ir embora. Não sei, me bateu um desespero, um medo de te perder pra sempre. E ai quando você me ligou de novo essa madrugada, desligou e ligou de novo, eu lembrei de uns meses atrás quando isso acontecia e eu ia dormir feliz. E mesmo depois de tudo, dessa vez eu dormi feliz também. Confusa, cheia de pensamentos, com um medo do caralho, mas feliz.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
qualquer outro aí
Uma vez ai você pediu pra eu não te deixar ir dormir triste. E hoje, quando eu lembro disso, penso que você não teve a mesma consideração por mim, me deixando ir dormir triste tantas vezes.
Hoje mesmo eu vou dormir triste e aposto que você nem liga, porque você tá ai todo feliz. E que merda, um dia antes do meu aniversário, eu não mereço isso.
Eu não mereço nada disso que você tá me fazendo passar, toda essa dor no coração, essa ansiedade, todos os problemas do mundo acumulado nos meus ombrinhos de vestibulanda quase-maior-de-idade esperando um sinalzinho seu, de novo, que nem aquele dia que você me fez chorar tanto e depois deixou meu coração levinho e eu nem sei como você faz isso. Se fosse qualquer outro cara no mundo fazendo o que você faz, eu já teria mandado a merda. Se você estivesse fazendo isso com qualquer outra menina do mundo, ela já teria te dado um olho roxo, um pé na bunda e ido embora faz tempo, mas eu ainda to aqui.
E de que adianta estar aqui, se você está ai, tão longe de mim, pra ficar junto de outro alguém?
Qualquer outra pessoa tomaria uma cerveja, uma dose de tequila, fumaria um cigarro, pegaria alguém. Eu não, eu não tenho coragem alguma. Pra me ajeitar e me contentar, eu leio textos antigos e escrevo em papéis versos de músicas grudados na minha cabeça que lembram você.
Falando sobre pegar alguém, toda vez que você me pergunta se eu to pegando alguém, eu digo que não (e é verdade, eu juro), mesmo querendo dizer que sim e apelar pro seu ciúmes. Mas não adianta porque eu não consigo mais ficar com ninguém, nem aquele cara que até ano passado eu achava o máximo e fazia de tudo pra ver. Hoje ele não é mais isso, hoje ele é só qualquer outro, que nem todos os caras que às vezes falam comigo, que às vezes eu penso 'eu pegaria' e desisto no último minuto porque sei que os beijos deles nunca seriam iguais aos seus.
Ninguém consegue limpar de mim essa bagunça toda. Às vezes aparece alguém pra esconder a sujeira, jogar o lixo no armário, de baixo da cama, mas ninguém limpa nada direito. É muita bagunça. Porque todo mundo mais é só qualquer um aí e isso nunca é suficiente.
Hoje mesmo eu vou dormir triste e aposto que você nem liga, porque você tá ai todo feliz. E que merda, um dia antes do meu aniversário, eu não mereço isso.
Eu não mereço nada disso que você tá me fazendo passar, toda essa dor no coração, essa ansiedade, todos os problemas do mundo acumulado nos meus ombrinhos de vestibulanda quase-maior-de-idade esperando um sinalzinho seu, de novo, que nem aquele dia que você me fez chorar tanto e depois deixou meu coração levinho e eu nem sei como você faz isso. Se fosse qualquer outro cara no mundo fazendo o que você faz, eu já teria mandado a merda. Se você estivesse fazendo isso com qualquer outra menina do mundo, ela já teria te dado um olho roxo, um pé na bunda e ido embora faz tempo, mas eu ainda to aqui.
E de que adianta estar aqui, se você está ai, tão longe de mim, pra ficar junto de outro alguém?
Qualquer outra pessoa tomaria uma cerveja, uma dose de tequila, fumaria um cigarro, pegaria alguém. Eu não, eu não tenho coragem alguma. Pra me ajeitar e me contentar, eu leio textos antigos e escrevo em papéis versos de músicas grudados na minha cabeça que lembram você.
Falando sobre pegar alguém, toda vez que você me pergunta se eu to pegando alguém, eu digo que não (e é verdade, eu juro), mesmo querendo dizer que sim e apelar pro seu ciúmes. Mas não adianta porque eu não consigo mais ficar com ninguém, nem aquele cara que até ano passado eu achava o máximo e fazia de tudo pra ver. Hoje ele não é mais isso, hoje ele é só qualquer outro, que nem todos os caras que às vezes falam comigo, que às vezes eu penso 'eu pegaria' e desisto no último minuto porque sei que os beijos deles nunca seriam iguais aos seus.
Ninguém consegue limpar de mim essa bagunça toda. Às vezes aparece alguém pra esconder a sujeira, jogar o lixo no armário, de baixo da cama, mas ninguém limpa nada direito. É muita bagunça. Porque todo mundo mais é só qualquer um aí e isso nunca é suficiente.
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