sábado, 23 de novembro de 2013
Vadia romântica que nunca fez amor
Tenho passado muito tempo com raiva de você ultimamente. Mas não é aquela raiva que eu tive quando você terminou comigo ou quando te vi guardando lugar pra outra. Não, é aquela raiva que eu sinto toda vez que eu to conversando com um cara tão legal, que eu até poderia gostar dele. E aí eu lembro que gostei de você, gostei tanto e fui tão feliz. Pra você quebrar meu coração. E você não pode me culpar se eu tiver um medo fodido de gostar de alguém assim de novo. De ficar tão vulnerável. Eu desconfio de todas as palavras, de todos os convites pra sair, às vezes eu penso que seria muito melhor não gostar de ninguém. Mas eu sou uma vadia romântica que nunca fez amor. Que ta morta de medo de se apaixonar de novo porque não quer passar mais uma semana inteira chorando e implorando de volta aquele amor todo. Eu nunca mais guardei mensagens, eu nunca mais reli conversas, ou pedi fotos. De ninguém. Dessa vez foi de verdade. Eu desisti de gostar de alguém e ainda me dói toda vez que eu percebo isso. Sempre que algum pseudo-relacionamento meu acabava mal, eu decidia nunca mais gostar de ninguém. Mas eu sempre acabava gostando, pensando que esse cara era diferente ou o que fosse. Mas dessa vez eu que to diferente. Eu que não acredito em mais ninguém. Eu que saio com caras e faço o que eu quiser e vou pra casa sozinha sem checar o celular esperando uma mensagem. Eu não crio mais esperança, não sonho acordada, não espero por uma luz no fim do túnel me pedindo para continuar com esperança que o cara certo vai aparecer. Já cansei desse papo-furado de toda comédia-romântica. Se eu puder escolher, prefiro um filme de terror. Prefiro um pornô, que quando acaba o sexo, cada um vai pro seu canto, porque essa coisa de ficar abraçadinho e dormir junto já não serve mais pra mim. Eu não preciso mais da piedade dos caras que me vêem chorando por um amor perdido e querem me abraçar e ter dó de mim. Eu odeio quando as pessoas têm dó de mim, você sabe. Eu odeio quando meu coração se enche de ar. Mas eu odeio ainda mais quando ele se enche de uma esperança que eu vou ter que jogar fora embrulhada em lágrimas.
Assinar:
Comentários (Atom)