quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pelo direito de fazer um desejo.

Porque hoje eu vi 00:00 e eu quis fazer um desejo e eu pensei 'Desejo que tudo dê certo entre...' e percebi que eu não tenho mais esse direito. Não tenho mais o direito de desejar que tudo dê certo entre mim e mais ninguém, porque acabou. Acabou já, faz um tempo, todo esse preenchimento, mesmo que dolorido, foi embora e vai voltar só Deus sabe quando. Eu sinto falta de alguém para me prender um pouquinho, para tirar meus pés do chão. Mas mesmo assim eu estou feliz. Porque agora eu tenho o direito - concedido por mim mesma - de desejar por mim. De desejar que eu passe na USP, de desejar que a Eletropaulo parcele nossa conta de luz, de desejar por qualquer coisa que não seja um amor que nunca será correspondido e por uma família falsa que nunca me amaria do jeito que eu mereço. Agora eu to aqui, no Brasil e as coisas tem que começar a ser mais sobre mim, porque já foi muito sobre os outros. Já foi muito pelo outros. Foram muitos desejos desperdiçados com gente que não merece nem um 00:00.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Só para não enlouquecer.

Só para não enlouquecer, eu me convenço de que você não é nada. Só para eu não pirar, me convenço de que foi só coisa da minha cabeça. Pra eu não quebrar tudo, digo a mim mesma que eu vou encontrar alguém. Que ainda não acabou. Que algum dia eu vou ter os lábios de alguém pra procurar todo dia, sem medo nenhum. Sempre foi tudo sobre mãos que tremem, mas um dia eu vou ter mãos enroscadas a outras mãos. Sempre foi tudo sobre domingos deprimentes, mas um dia eu vou ter algo que me acomode. Porque de segunda a sábado em horário comercial eu tenho meus amigos, tenho minha família, tenho minha escola, meus estudos, tenho coisas para ocupar minha mente. Mas a cama vazia no final da noite, no sábado de manhã, no domingo a tarde me atormenta. Me faz querer jogar tudo que eu tenho de quebrável na parede. Me faz querer rasgar meus livros no meio. Mas eu me comporto. Enquanto isso eu quero gritar.
Mas eu não grito.
Não de verdade.
Não o que eu quero gritar.
Mas quem sabe um dia, eu não vou mais querer gritar. Não desse jeito. Não.
Quem sabe um dia.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Porque eu me prometi

Não, eu não gosto de você. Só porque eu me prometi que não ia gostar. Eu me prometi que eu não ia mais gostar de ninguém e você não vai ser a exceção, porque eu conheço essa história de cor. E eu não vou me permitir gostar de você, porque assim que eu gostar de você, você vai desistir de mim. Não vou me permitir gostar de você, porque nunca dá certo. E não vai dar mais certo depois. Eu sei. Eu quero pensar que apesar de tudo, você veio se despedir. Mas ai eu vou me perder de novo em algo que não significa nada de nada. Eu quero pensar que você não vai embora, mesmo quando você deve, mas isso também é se perder em nada. E eu to cansada de me perder em nada, eu faço isso o tempo todo. Eu fiz isso tantas vezes que agora eu não vou fazer. Porque eu faço isso demais. Porque eu cansei de ser tão intensa e de ver tudo em nada. Eu vejo tanto de você e da gente em nada. Eu não me convenço. E eu já passei por essa história e eu já não aguento mais. E se eu pensar do jeito que você fala comigo, das coisas que você fala, do jeito que você puxa o meu corpo pra perto do seu quando você vai me dar oi; se eu for pensar nisso, eu não desistiria. Mas então eu estaria pensando demais em você. E eu não posso mais pensar em você. Porque você é perda de tempo. E eu to cansada de perder o meu tempo com o mesmo tipo de cara. Então eu não vou pensar sobre nada disso, pra poder dormir em paz.