terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Dói em mim também.

Olha, eu sei que quando a gente se vê, eu não fico deitada de conchinha depois do sexo esperando um carinho seu e que quando eu te dou oi, eu não te cumprimento com um selinho e que reluto em segurar sua mão quando a gente sai na rua. Eu sei que eu não fico perguntando da sua família, nem pego sua cachorra no colo como se ela fosse minha e que não choro no seu ombro quando coisas ruins acontecem na minha vida. Eu sei, me desculpa. Mas quando você me dá tchau na hora que tá me levando no metrô, eu quero te abraçar pra sempre, só que eu não posso te dizer isso, entende? É triste, é horrível, mas tem um motivo pra eu me levantar e pedir para ir estudar toda vez que você implora pra eu ficar sentada com você no sofá, pra eu não querer ir no cinema com você, pra eu não te chamar pra vir aqui pra casa. Acredite agora quando eu digo que eu adoraria passar a tarde de blusão do seu lado com você me abraçando na sua cama, mas tudo em mim me manda colocar o shorts e ir embora. Tudo em mim ferve de raiva quando você senta do meu lado na hora que eu to estudando e me faz abrir aquele sorriso enorme. Dói em cada nervo do meu corpo quando eu tenho que te falar de outros caras para soar desligada dessa coisa toda de amor. Não, não é joguinho, eu juro, eu preferia mil vezes ser completamente sincera com você e dizer tudo que explode aqui na minha alma. Mas eu já sei o que acontece depois disso.

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