terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Dói em mim também.

Olha, eu sei que quando a gente se vê, eu não fico deitada de conchinha depois do sexo esperando um carinho seu e que quando eu te dou oi, eu não te cumprimento com um selinho e que reluto em segurar sua mão quando a gente sai na rua. Eu sei que eu não fico perguntando da sua família, nem pego sua cachorra no colo como se ela fosse minha e que não choro no seu ombro quando coisas ruins acontecem na minha vida. Eu sei, me desculpa. Mas quando você me dá tchau na hora que tá me levando no metrô, eu quero te abraçar pra sempre, só que eu não posso te dizer isso, entende? É triste, é horrível, mas tem um motivo pra eu me levantar e pedir para ir estudar toda vez que você implora pra eu ficar sentada com você no sofá, pra eu não querer ir no cinema com você, pra eu não te chamar pra vir aqui pra casa. Acredite agora quando eu digo que eu adoraria passar a tarde de blusão do seu lado com você me abraçando na sua cama, mas tudo em mim me manda colocar o shorts e ir embora. Tudo em mim ferve de raiva quando você senta do meu lado na hora que eu to estudando e me faz abrir aquele sorriso enorme. Dói em cada nervo do meu corpo quando eu tenho que te falar de outros caras para soar desligada dessa coisa toda de amor. Não, não é joguinho, eu juro, eu preferia mil vezes ser completamente sincera com você e dizer tudo que explode aqui na minha alma. Mas eu já sei o que acontece depois disso.

sábado, 23 de novembro de 2013

Vadia romântica que nunca fez amor

Tenho passado muito tempo com raiva de você ultimamente. Mas não é aquela raiva que eu tive quando você terminou comigo ou quando te vi guardando lugar pra outra. Não, é aquela raiva que eu sinto toda vez que eu to conversando com um cara tão legal, que eu até poderia gostar dele. E aí eu lembro que gostei de você, gostei tanto e fui tão feliz. Pra você quebrar meu coração. E você não pode me culpar se eu tiver um medo fodido de gostar de alguém assim de novo. De ficar tão vulnerável. Eu desconfio de todas as palavras, de todos os convites pra sair, às vezes eu penso que seria muito melhor não gostar de ninguém. Mas eu sou uma vadia romântica que nunca fez amor. Que ta morta de medo de se apaixonar de novo porque não quer passar mais uma semana inteira chorando e implorando de volta aquele amor todo. Eu nunca mais guardei mensagens, eu nunca mais reli conversas, ou pedi fotos. De ninguém. Dessa vez foi de verdade. Eu desisti de gostar de alguém e ainda me dói toda vez que eu percebo isso. Sempre que algum pseudo-relacionamento meu acabava mal, eu decidia nunca mais gostar de ninguém. Mas eu sempre acabava gostando, pensando que esse cara era diferente ou o que fosse. Mas dessa vez eu que to diferente. Eu que não acredito em mais ninguém. Eu que saio com caras e faço o que eu quiser e vou pra casa sozinha sem checar o celular esperando uma mensagem. Eu não crio mais esperança, não sonho acordada, não espero por uma luz no fim do túnel me pedindo para continuar com esperança que o cara certo vai aparecer. Já cansei desse papo-furado de toda comédia-romântica. Se eu puder escolher, prefiro um filme de terror. Prefiro um pornô, que quando acaba o sexo, cada um vai pro seu canto, porque essa coisa de ficar abraçadinho e dormir junto já não serve mais pra mim. Eu não preciso mais da piedade dos caras que me vêem chorando por um amor perdido e querem me abraçar e ter dó de mim. Eu odeio quando as pessoas têm dó de mim, você sabe. Eu odeio quando meu coração se enche de ar. Mas eu odeio ainda mais quando ele se enche de uma esperança que eu vou ter que jogar fora embrulhada em lágrimas.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

E se eu me interessar por alguém?

Quando você sumia, a única coisa em que eu conseguia pensar era que eu ia encontrar um outro alguém. Eu ia ser feliz com um outro alguém e isso ia te deixar doidinho de inveja. E eu encontrei outros alguéns e eu fui feliz com outros alguéns e você ficou ai se descabelando. E se descabela até hoje, ou pelo menos é o que você me diz. E eu queria muito te perdoar e ficar tudo bem e falar pra você seguir com a sua vida da maneira que eu segui com a minha, mas eu não sou boazinha assim. Desculpa, eu não quero que você siga com a sua vida depois de todas as noites que eu passei sem dormir enquanto você ficava bêbado com as meninas do seu trabalho. Depois dos dias que eu chorei na sala do cursinho, recebendo uma mensagem sua negando ir me vir; ou quando te chamei pra um role meu e você não quis e nem disse o motivo, porque você nunca saia comigo, eu te fazia passar vergonha; quando era meu aniversário e eu não recebi nenhuma noticiazinha sua, porque você dirigiu a noite toda para ver uma menina em outra cidade. Então eu realmente não me arrependo de não atender o telefone, de me negar a ir ao seu apartamento, de não responder mais quando você me chama. Acho que só assim pra você aprender a lição. E pode continuar ligando, eu não passo mais madrugadas com insônia esperando meu telefone tocar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Eu quis gostar de você.

Eu jurei que não ia gostar mais de ninguém. E não vou mesmo. Eu até quis, um pouquinho, me apaixonar por você, quando te vi ali como alguém que eu procuraria sempre, usando aquela blusa pela qual me apaixonei. Mas só pela blusa, não por você. Então, eu decidi que não ia acreditar em nada do que você me diz. Quando te conheci, meu coração levantou um pouco do fundo do poço pra ver se não farejava nada e o único cheiro que ele sentiu foi o das mesmas mentiras convenientes de sempre. Eu apago as suas mensagens pouco depois de você mandar, porque eu decidi que não vou mais ficar relendo e guardando mensagens bonitas no fundo da minha caixa de entrada. Eu até quis gostar de você um pouquinho, mas eu não quis deitar no seu ombro e ouvir seu coração. Eu deitei no seu ombro e eu ouvi seu coração, mesmo não querendo e eu não senti nada. Até fiquei um pouco feliz, vai. Mas não comecei a gostar de você. Me deu um medo danado, quando vesti aquela blusa, de gostar de você. Fiquei com tanto medo de gostar de você algumas vezes. Quando passei alguns dias sem notícia sua, quando eu cochilei com você ali, fazendo carinho no meu braço, quando eu quis saber coisas de dentro de você. Mas não gostei. Que alívio. Eu não posso mais gostar de ninguém. Dei inúmeras chances ao amor e ele só riu de mim. Eu só quero me divertir, não quero gostar de você. Porque gostar dos outros é pra gente que tem tempo, pra gente que tem coragem suficiente pra depois seguir em frente, é coisa pra gente que sabe esquecer. Eu não, então eu não gosto de você. Eu não te conto isso porque sei que você não gosta de mim também. E eu só escrevo isso porque, apesar de não gostar de você, e sair por ai me divertindo e fazer sexo sem sentimento e beber todas as cervejas que meu bolso permitir na sexta-feira à noite que não tem simulado, eu ainda quero um dia voltar a gostar de alguém.

sábado, 14 de setembro de 2013

Nos dê cinco anos

Eu já não fico mais triste quando penso em você. Com saudades, sim, mas não triste. Eu quase me conformei. Mas não paro de pensar no que poderíamos ter sido. No que eu esperava que tivéssemos sido. Não paro de pensar que daqui uns 5 anos você vai começar a apresentar sua possível namorada para sua família falando que ela é sua noiva. Você vai se casar novinho enquanto eu ainda vou sair para bares e baladas e shows porque eu quero ser nova para sempre. Você vai olhar para ela do mesmo jeito que olhava para mim, como se ela fosse a garota mais bonita do mundo e ela vai amar ou vai odiar enquanto eu sempre fiquei no meio dos dois. Eu provavelmente estarei com alguém que conheci há uns dois meses, porque eu tenho essa incrível habilidade de fazer os meus romances não durarem, como se eles fossem filmes de duas horas. Estaremos acordados numa mesma madrugada e enquanto você está estudando para sua prova de cálculo ou física, eu vou estar num plantão para o jornal sair fresquinho no dia seguinte. Em cinco anos não terá nada que nos ligue. Não estaremos mais estudando no mesmo lugar, já terei jogado fora todos os bilhetes que você me deixou que por enquanto eu guardo no fundo de um gaveta e releio toda vez que sinto muito a sua falta. Em 2018, eu não terei mais 18 anos, eu não poderei mais ser a garota ingênua que eu me deixei ser esse tempo todo. E eu espero que você não seja mais esse garoto que ignora os problemas achando que isso poupa as pessoas de algum sofrimento. Eu espero nem lembrar mais de você em cinco anos, embora eu ache difícil esquecer o primeiro cara que pegou na minha mão e me olhou como se gostasse de mim. Mas eu espero apagar você com outros caras que pegam na minha mão e me olham como se gostassem de mim. Mas nos dê cinco anos, por favor, para eu não pensar mais em você nenhum pouco. Pra você ser só uma lembrancinha de nada no fundo da minha mente. Me dê cinco anos para que eu tire sarro de mim mesma por ter colocado tanta fé em algo tão louco. Para que eu seja menos inconsequente, para que eu não me entregue de primeira, coração e alma no lugar, os pés no chão, a cabeça onde tiver que estar. Vou te dar cinco anos também, esperando que o tempo que passamos juntos tenha feito algum bem pra você. Nos dê cinco anos só para que a gente possa se cumprimentar um dia andando na rua, sem mágoas, como os adultos que seremos. E indiferentes também. 

Vai lembrar de mim

Mas você vai lembrar de mim. Quando estiver frio e o seu nariz estiver gelado e não tiver ninguém para te falar para colocar uma meia. Ou quando não repararem que você tira os óculos para comer e para beijar. Ou quando te chamarem por aquele apelido que só eu te chamo para fazer graça e te deixar irritado e te fazer rir ao mesmo tempo. Você vai lembrar de mim quando Orgulho e Preconceito passar na TV e você não vai querer assistir porque você achou um saco e porque vai te doer um pouco de tanto que eu queria uma filha chamada Elizabeth. Você vai lembrar de mim quando sentar na frente do Bradesco numa sexta-feira à noite e pensar que eu também podia estar ali, para rir um pouco contigo. Vai sentir isso quando não tiver quem espere o seu ônibus chegar, ou que te espere depois do RPE e decida assistir uma aula à noite com você só para a gente passar mais tempo juntos. Ou quando for aniversário da sua mãe e ninguém se oferecer para acordar mais cedo só para te acordar para ter certeza que você vai conseguir fazer uma surpresa para ela. Vai lembrar de mim – e talvez isso te alivie um pouco – quando sair com uma garota e ela não quiser rachar a conta como eu sempre quis. Vai lembrar de mim um milhão de vezes. Vai lembrar que eu saia em todas as aulas que podia pra assistir uma aula com você. Duvido que ache quem faça o que eu fiz. Quem te dê uma bronca mandando que você leia a teoria, porque você é menino de exatas e eu sou garota de humanas que grita todas as respostas na aula do Potinho. Você vai lembrar de mim todas as vezes que a garota em quem você está dando em cima não souber tirar sua dúvida naquela questão de história. Quando você passar na frente da ECA, quando ouvir falar de feminismo, quando passar Harry Potter na TV, você vai lembrar de mim. Não digo que vai sentir minha falta, mas vai lembrar de mim. Pelo menos eu espero que você lembre de mim, porque depois de tudo, eu não aguentaria ainda ser esquecida.

sábado, 20 de julho de 2013

Gosto de você.

Eu nunca gostei de alguém assim. E não to falando de intensidade. To falando que nunca gostei de alguém desse jeito calmo e de quem não chora com medo de perder todas as noites. De quem acorda todo dia com mensagens suas e vai dormir só depois de ter dito boa noite. Gosto sem joguinhos, sem ‘não vou ligar, ele que me ligue!’, sem orgulho besta, de quem pede desculpas e ouve desculpas ao mesmo tempo. De quem pede notícias sempre e não esporadicamente quando me vê online no facebook. Eu gosto de você desse jeito simples, de ligar e marcar de ir ao cinema e deitar no seu ombro sem medo algum de parecer melosa demais. Adoro quando você para de me beijar para segurar no meu rosto e ficar me observando como se eu fosse a menina mais bonita que você conhece. Eu quase consigo ouvir meu coração batendo quando você me da um selinho de oi e pega na minha mão na frente dos seus amigos, esfregando na cara do mundo que você não tem vergonha de mim. Eu abro aqueles meu sorrisos imensos sempre que estou perto de você e você sempre pergunta se eu to feliz, meio brincando, e eu acho lindo, pra depois me abraçar pela cintura e dizer que estava com saudades. Eu quase não aguento. Conhecer seus amigos e seus pais e ver você ficando feliz com isso. Eu gosto de você como quem não tem inveja dos outros casais andando de mãos dadas na rua logo na minha frente. Como quem diz linda no meu ouvido e me olha nos olhos esperando meu sorriso de aprovação. Eu gosto de você sem ligar para se você se atrasa ou não porque depois eu sei que você vai vir todo preocupado pedir desculpas demais.  E eu vou gostar mais ainda de você. 

domingo, 30 de junho de 2013

Escrevo para dizer que estou feliz.

Pela primeira vez na vida, com o coração cheio e completamente feliz.

domingo, 19 de maio de 2013

amor de mentirinha

Passou, eu juro. Só estou te escrevendo agora para dizer que não ligo mais com quantas meninas você sai. Não espero mais você ligar em madrugadas solitárias e nem ficaria surpresa se você começasse a namorar com outra garota. E menos ainda se no meio dessa namoro você viesse me procurar cheio de mentiras bonitas na boca. Mas eu menti. Minto toda vez que falo que estou apaixonada por você. Não, você não é o cara por quem eu me apaixonei. O cara por quem eu me apaixonei deixa meu coração levinho e você só me faz chorar. Eu te perdoaria, eu enxugaria sem pesar todas as lágrimas que você me faz derramar se você sentisse alguma pena. Se você se arrependesse, se não tivesse feito de propósito, se você se importasse só um pouquinho. O seu ciúmes é de mentira, o seu carinho é superficial, a sua preocupação é falsa. Essa paixão nem tem autorização de existir. Peguei essa paixão do paraguai e taquei pela janela. Ela se fez em pedacinhos, então sai distribuindo pra todo mundo que quer um pouco de atenção ou amor ou ambos. A maior parte ainda está com você. Um dia eu volto pra buscar. Você nunca foi capaz de acompanhar as batidas do meu coração 220V e ainda diz que a culpa é minha. Foi um tapa na cara descobrir que você não existe. Mas tudo bem, já tive tantas paixões imaginárias antes.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Um texto antigo...

que te escrevi quando estava brava.

A pior parte é que hoje eu te esperei o dia todo, mesmo que eu estivesse esperando o dia todo pra te ignorar. Esperei você vir pedir desculpas, eu queria te dar um gelo do tipo 'Ah, tudo bem, tanto faz, você não é importante mesmo e sou eu que não quero nada sério', mas você não veio e o meu plano foi pro beleléu. Eu queria estar assim solta que nem você, que sai com outras garotas e nem liga se eu sei, se isso me interessa, se me deixa triste. Eu não consigo. Te acho tão interessante que todos os outros caras parecem babacas de Hollister. Te acho tão engraçado que as piadas dos outros só me arrancam meios-sorrisos. Te acho tão lindo que agora todo mundo é um pouco mais feio. Toda vez que encontro um menino daqueles maravilhosos tirando foto sem camisa no facebook e me fazendo ficar arrepiada, tudo que eu penso é que ele provavelmente não sabe tudo que você sabe. Então eu não quero. Ouço tanta gente dizer que eu sou tão linda e fofa e que consigo um cara bem mais bonito e mais legal que você. Eu nem escuto. Você é o mais bonito e o mais legal desse mundo. Já me disseram que eu tenho um pé bonito e que meu nariz é fofo, aquelas coisas em mim que você acha feias. E eu devia ficar feliz, mas ninguém que diz isso também fala dos meus olhos, então nunca parece o suficiente. Eu sei que você não merece as lágrimas que estão derramando agora. ou que eu cheque meu celular de minuto em minuto. Pronto olhei de novo e nenhuma mensagem sua para eu responder grosseiramente, mandando você ir se tratar antes de me ligar. Você não merece nem esse texto.

sábado, 11 de maio de 2013

Sábado um cara do cursinho me chamou pra ir almoçar num restaurante vegetariano qualquer dia ai - além de uma porção de indiretas sobre aquele dia ser um bom dia pra pegar um cineminha. Domingo eu marquei de ver um cara - não o vi, mas mesmo assim, o verei qualquer outro dia. Segunda eu fiquei com outro cara e foi legal. E ainda tem tantos outros por ai. Por que digo isso? Pra te explicar que eu gosto sim, de você e é com você que meu coração está. Que quando vou dormir, é em você que eu penso. É sempre sobre você que eu escrevo. Em você que eu penso quando escuto as músicas sobre coração partido da minha banda preferida. Super normal. Mesmo assim, não deixo de ver ninguém por sua causa, mesmo que eu saiba, que quando você souber disso, vai ficar puto. Na verdade, torço com todas as forças pra sair com qualquer cara qualquer dia e te esbarrar ai com ele. Te cutucar ao máximo. Se você não é meu, eu não sou sua e não tem como discutir isso. Se você vai namorar outra, se trancar no quarto com mais dez, dar em cima daquela menina na pós, se você pegaria aquela menina que eu conheci na sua casa outro dia, então eu vou sair com outros caras mesmo sem dó alguma. Eu não tenho paciência e coração de ficar te esperando tomar jeito. Esperando você gostar de verdade de mim. Você não gosta de ninguém.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

é sobre você.

Mas agora eu não consigo mais ir dormir sem tirar o meu celular do silencioso. Vai que você me liga? É bem capaz. Seis minutos de conversa aleatória com você em uma madrugada de segunda-feira fez todo o meu dia. Aquela noite com você, dormindo de conchinha, de mão dada, entre um selinho e um pedido de carinho e aquele elogio que você sempre faz aos meus olhos. Deitada no seu peito e mentindo ao dizer que não estou apaixonada por você e você não acredita nem um pouquinho porque você é esperto. Em cima de você, ouvindo você ofegando, como eu esperei por esse momento. Seus votos da gente se ver de novo, a promessa de que não acabaria naquele dia e o meu coração ficando calmo e desconfiado. O seu cabelo molhado em baixo dos meus dedos e as ligações que eu recebi de noite e de madrugada aquela semana aumentando meu sorriso. O jeito que você me abraça: quando está bêbado e quando vai me dar um tchau e coloca meu rosto bem no seu peitoral antes de me dar um selinho, adoro ambos. Quando você não sabe se me chama de amor ou de amiga e aí por garantia me chama dos dois. Tudo. É sobre você quando eu vejo horas iguais e quando eu estou vendo LOST e você é as últimas páginas do meu diário. É a mentira que eu fico relendo, quando você diz que está apaixonado e eu sei que aquilo não é verdade e todo mundo fica repetindo isso para mim como se eu já não soubesse. Essa noite você foi tudo. Essa noite você foi a estante que tremeu, o meu bicho de pelúcia favorito jogado no chão porque você precisava de espaço pra dormir, você foi todas as minhas roupas atiradas no sofá do meu quarto e o meu beijo de boa noite preferido.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Eu queria te dizer que agora é só raiva, não é mais tristeza. Bem, é um pouquinho de tristeza sim, mas só às vezes, só quando, como hoje, estou indo dormir no mesmo lugar que você dormiu comigo há uns dias atrás. Esses lençóis não tem seu cheiro, mas tem a sua memória e isso é o suficiente para me deixar um pouquinho triste. Mas não o suficiente para acabar com o meu dia, ou não me deixar em paz nas aulas boas ou nas tardes de estudo.
Queria te dizer que agora você não é todas as mensagens do meu telefone e ouvir a nossa música tocando na rádio quando eu to no banho já não me faz querer arrancar os cabelos. Eu achei que depois dessa madrugada, eu iria precisar muito mais de você, mas é mentira. Agora eu não preciso quase nada. Eu até penso em outros caras. Eu até já aceitei que não sou sua garota preferida.
Precisava te avisar que você já não é mais a minha primeira opção, porque já não existe mais opção. Agora eu vou seguindo a minha vida e vou tentando apagar você com outras coisas bonitas, com outros caras legais, com outras conversas interessantes, até você ser só um pontinho ou uma história que eu vou contar para alguém um dia.
Mas é verdade que eu ainda durmo com o celular fora do silencioso só para ver se você me liga. Só pra ver se eu transformo essa raiva em paixão de novo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ir embora... de novo

Quando você me mandou em embora da primeira vez, eu fui sem dó alguma. Falei que tudo bem, desliguei o telefone e fui assistir Lost. Você pediu arrego meia hora depois, me ligando e me pedindo pra falar com você, porque você dizia que me queria tanto. E eu cedi, fiquei conversando com você, sem dó alguma, mesmo lembrando que você tinha me largado há trinta minutos. Da outra você nem me mandou embora, eu que tive que achar a porta e sair, sem rumo, porque você estava muito ocupado para me mostrar a saída, então eu fui sozinha, às vezes dando meia-volta e desistindo, às vezes estagnada na mesma posição por tempo demais. Ai você saiu correndo e me alcançou, e eu estava fazendo pose de brava, te dando as costas, fingindo que não estava nem aí e me rendendo quando você começou a ir embora. Não sei, me bateu um desespero, um medo de te perder pra sempre. E ai quando você me ligou de novo essa madrugada, desligou e ligou de novo, eu lembrei de uns meses atrás quando isso acontecia e eu ia dormir feliz. E mesmo depois de tudo, dessa vez eu dormi feliz também. Confusa, cheia de pensamentos, com um medo do caralho, mas feliz.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

qualquer outro aí

Uma vez ai você pediu pra eu não te deixar ir dormir triste. E hoje, quando eu lembro disso, penso que você não teve a mesma consideração por mim, me deixando ir dormir triste tantas vezes.
Hoje mesmo eu vou dormir triste e aposto que você nem liga, porque você tá ai todo feliz. E que merda, um dia antes do meu aniversário, eu não mereço isso.
Eu não mereço nada disso que você tá me fazendo passar, toda essa dor no coração, essa ansiedade, todos os problemas do mundo acumulado nos meus ombrinhos de vestibulanda quase-maior-de-idade esperando um sinalzinho seu, de novo, que nem aquele dia que você me fez chorar tanto e depois deixou meu coração levinho e eu nem sei como você faz isso. Se fosse qualquer outro cara no mundo fazendo o que você faz, eu já teria mandado a merda. Se você estivesse fazendo isso com qualquer outra menina do mundo, ela já teria te dado um olho roxo, um pé na bunda e ido embora faz tempo, mas eu ainda to aqui.
E de que adianta estar aqui, se você está ai, tão longe de mim, pra ficar junto de outro alguém?
Qualquer outra pessoa tomaria uma cerveja, uma dose de tequila, fumaria um cigarro, pegaria alguém. Eu não, eu não tenho coragem alguma. Pra me ajeitar e me contentar, eu leio textos antigos e escrevo em papéis versos de músicas grudados na minha cabeça que lembram você.
Falando sobre pegar alguém, toda vez que você me pergunta se eu to pegando alguém, eu digo que não (e é verdade, eu juro), mesmo querendo dizer que sim e apelar pro seu ciúmes. Mas não adianta porque eu não consigo mais ficar com ninguém, nem aquele cara que até ano passado eu achava o máximo e fazia de tudo pra ver. Hoje ele não é mais isso, hoje ele é só qualquer outro, que nem todos os caras que às vezes falam comigo, que às vezes eu penso 'eu pegaria' e desisto no último minuto porque sei que os beijos deles nunca seriam iguais aos seus.
Ninguém consegue limpar de mim essa bagunça toda. Às vezes aparece alguém pra esconder a sujeira, jogar o lixo no armário, de baixo da cama, mas ninguém limpa nada direito. É muita bagunça. Porque todo mundo mais é só qualquer um aí e isso nunca é suficiente.

quarta-feira, 27 de março de 2013

manhãs de coração quebrado

Às vezes eu consigo ser feliz, sabe? Não, ser não. Ficar. Porque eu sou feliz, sou feliz o tempo todo, ser feliz é permanente, não é um estado de espírito. Mas assim como eu to, jogada e patética, colhendo migalhas de conversas antigas para me animar, eu só consigo ser feliz às vezes. Eu estou com o coração quebrado de manhã, quando acordo e tenho que me arrumar, tentando ficar interessante para alguém interessante se interessar por mim. Mas mais ninguém interessante surge. Todo mundo agora parece tão pouco quando eu comparo com você. E ai eu sou feliz quando encontro com a minha amiga no metrô e depois sou feliz nas aulas engraçadas e quando estou discutindo política com o meu pai. Ai chego em casa e fico triste porque estou sozinha e você não vai me mandar uma mensagem ou me chamar no chat do face. Você não vai, mesmo que eu queira me convencer que você vai, toda vez que te vejo on-line. Então eu apaguei todas as suas mensagens (até aquelas que não dizem nada demais e que eu guardava com carinho no fundo da minha caixa de entrada) porque talvez assim eu pudesse ficar menos triste e esquecer de você. Como sou ingênua pensando que isso muda qualquer coisa. Eu apaguei o seu número, mas isso também não muda nada. Achei que seria melhor para mim, achei que eu pudesse te ligar sem querer qualquer dia, então decidi melhor apagar. Mas agora eu sinto falta do seu nome na minha agenda. Tive que apagar o número sem nome que ficou nas minhas chamadas recebidas também. Quando eu entrei lá, vi todas as chamadas que você fez para mim. E ai lembrei das conversas que aconteceram uma hora da manhã, quando eu estava tentando bancar a brava e a durona e você me mandava largar a pose de malandra, porque eu sou boazinha. Acho que você queria dizer bobinha. Então eu abro a minha gaveta e encontro lá, intocada, a calcinha bonitinha e cor-de-rosa que eu comprei pensando no dia que você disse que vinha aqui e depois me deu um bolo. E também tem todas as fotos que eu posto no facebook, toda arrumada, de shortinhos e sorrindo um sorriso que já nem é mais meu, na esperança que você veja o quanto eu estou linda e feliz e se arrependa. Boba. É isso que me mantém em pé. Toda vez que eu estou triste demais para estudar, toda vez que eu quero tacar os livros de matemática fora porque eu não aguento toda essa raiva que eu sinto de você e desses números, eu penso: não, só por causa de você, eu vou ficar inteligente e entrar numa universidade fodona (porque eu queria que você tivesse orgulho de mim, se fôssemos qualquer coisa). Toda vez que eu quero comer aquele último pedaço de chocolate, mesmo sem estar com fome, pra preencher esse vazio que você deixou eu penso: não, eu vou ser gostosa e passar na sua frente daqui a dois meses tão linda que você vai se arrepender, mesmo que não queira. Quando eu quero te ligar, ou ir até a sua casa acabar com as minhas cordas vocais de tanto gritar o quão brava eu estou por causa de tudo, eu acho melhor não, porque ai você vai saber que eu estou triste e você tem que achar que eu to feliz. Mesmo que eu não esteja. Mesmo que eu acorde todos os dias com o coração quebrado. E aqui fico eu, esperando que alguém quebre o seu também, do jeitinho que o meu foi quebrado, com as mesmas lágrimas e com os mesmos pensamentos, mesmo que eu saiba que você nunca vai sentir tudo aquilo que eu senti.

sábado, 23 de março de 2013

tudo e mais um pouco

Eu te esqueceria mais fácil se você não estivesse em todos os detalhes que eu vejo no mundo. Você é a placa da faculdade que eu vejo quando saio do metrô e você é o alarme do anticoncepcional que toca às 9h30. Você é a luz que fica piscando na minha sala quando está escuro e eu estou sentada no sofá sem saber se valeu a pena. Você está no último episódio de LOST que eu assisti e você é aquela blusa que toda vez que eu uso lembro do seu elogio, meu cabelo quando ele está solto e é a explicação do meu professor sobre 'desilusão' e 'indução' e qualquer outra palavra-chave que deixa meu coração pequenininho. É a contagem regressiva para o meu aniversário de 18 anos que eu pendurei no meu mural. Você é todos os meus bichinhos de pelúcia olhando para mim o dia todo lembrando que só tenho 17 anos. Todo dia eu te vejo em um monte de coisas que você nem sabe. Te vejo até nos outros. Toda vez que alguém fala "eu te amo" ou "se cuida" eu fico feliz e triste ao mesmo tempo porque é sempre bom ouvir essas coisas e mesmo assim elas me lembram de você. Você é o filme que assistimos juntos e que às vezes eu vejo passando em um canal aleatório, você é aquela lanchonete perto de onde eu estudo cujo nome lembra o seu, você é a música triste e que faz todo o sentido que você me mostrou dizendo que tava apaixonado por mim, você é um diabinho do meu lado esquerdo do ombro.
Você é todas as músicas no meu celular, todas as fotos, todas as atualizações do facebook e todas as lágrimas que eventualmente escapam de mim quando eu tento dormir sem ter falado com você.

quinta-feira, 21 de março de 2013

coisas bonitas e tristes.

Nunca decidi se foi bom ou ruim gostar de você. Fui avisada desde o comecinho que não viria coisa boa dessa enrolação nossa e mesmo assim, mergulhei de cabeça. Por quê? Por que eu tentei tanto apesar de saber que isso ia acabar mal? Simples: pelo momento. Porque ser feliz do jeito que eu fui aqueles minutos, mesmo que poucos, não tiveram preço e mesmo assim eu tive que pagar por esses instantes de felicidade agora, com juros bem altos e com as minhas lágrimas como moeda. Estou pagando com a dor no meu coração, com a falta de interesse nos outros caras porque procuro em todos eles algo que só vou achar em você, com a urgência de te ligar que eu tenho quando acordo de madrugada morrendo de saudades e precisando de você. Todo mundo fala que você não merece, que eu sou tão melhor que isso. Como discordar? Sou mesmo. Você não merece nem uma lágrima e nem a raiva que eu sinto toda vez que vejo seu nome junto do dela. O problema é que eu não ligo, sabe? Porque você pode não merecer nada e mesmo assim eu vou querer que você tenha tudo. Todo mundo diz que a culpa é sua e mesmo assim eu não consigo te culpar. Você me manipulou, me extorquiu, me usou e me jogou fora e mesmo assim eu assumo a culpa se isso for me fazer ficar um pouco menos brava com você porque eu não gosto de ficar brava com alguém que já me fez tão bem. E você nem sabe. Mas eu chorei hoje no meio da aula de biologia quando o professor fez uma piada que saiu pela culatra que falava sobre dizer eu te amo e conseguir o que quer. Ai eu escrevi "EU TE AMO" na minha mão esquerda e passei o resto da tarde lembrando de você. E não era para eu esquecer? Mesmo assim não consegui apagar, desculpa. Até agora. Fui até o banheiro e esfreguei minha mão até o recado sair, para parar de me torturar desse jeito. Não deu certo, agora o ardido que ficou na minha mão aonde estava a mensagem me lembra de você e percebi que você é isso. Você é o número deletado da minha agenda que eu quero ligar, você é o perfil no facebook que eu entro pra me chatear, você é a última página do meu diário que eu escrevi com o sorriso maior do mundo. E agora você também é aquele pontinho que aparece na minha cabeça toda vez que eu alguém fala de coisas bonitas e tristes.

terça-feira, 19 de março de 2013

coração de pedra.

O pior é que não acabou. Hoje eu tirei o dia pra chorar e espernear e gritar junto das músicas tristes que eu andei ouvindo, mas a minha vida não parou. Nada está acabado. Amanhã eu ainda vou ter que acordar cinco horas da manhã, me arrumar como se meu coração não estivesse em pedaços, pegar o ônibus como se eu não tivesse chorado a noite toda, assistir seis aulas sozinha e fingindo estar completa. Ai vou almoçar correndo e passar a tarde toda na sala de estudos fingindo que eu não ligo e que meu único problema agora é passar ou não na USP. Mas não é verdade, porque meu coração vai estar doendo enquanto eu faço os exercícios de física e eu vou querer chorar na mesa, em cima do ombro do plantonista de matemática e nem uma boa aula de história vai melhorar o meu humor, eu sinto muito. Se eu for ler os textos cheios de lirismo de português, vou sofrer que nem uma condenada, mas que droga. Todo mundo que me conhece lá vai ficar me perguntando o motivo de meus olhos estarem tão pequenininhos e eu não vou querer explicar. E eu sei que aquele dia tudo vai ser você. Droga duplo. Enquanto isso, enquanto eu pego ônibus, metrô, corro que nem doida pra comprar um cafezinho e me viro com os meus trocados pra ficar sem dormir nas aulas chatas e me desdobro pra aprender alguma coisa que vá cair no vestibular, você nem liga e nem presta atenção. Eu não sou nada, entende? Se tratando de estudar, você pra mim é física, química, a bosta do ciclo trigonométrico que eu não entendo por mais tempo que eu passe estudando. Mas pra você eu sou 2+2. E espero que você saiba do meu coração dolorido e o seu doa um pouco por isso. Não por mim, mas se você se doer um pouquinho, se você sofrer um pouquinho porque eu estou chorando que nem boba, talvez, só talvez, o seu coração não seja tão de pedra assim.
Hoje acordei lá pelas tantas da madrugada com uma puta saudades de você. Foi horrível, meu coração tava pequenininho. Precisei tanto de você. Eu quis chorar.
E mesmo assim eu não chorei.
Passei a manhã no cursinho. Foi horrível, meu coração tava apertadinho. Qualquer coisa que me diziam já me lembravam de você. Quis falar de você para todo mundo.
Mesmo assim eu não falei.
Passei a tarde com alguém que te conhecia e esperei por notícias suas. Uma informação boba bastaria, mas eu precisava tanto. Quis perguntar de você para ele.
Mas não perguntei.
Não fiz nada disso. Porque quando eu tiver certeza - e eu vou ter, mesmo que eu não goste - eu vou poder fazer tudo isso.
Agora eu não posso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O problema realmente não é você.

Não é você. De verdade. Você tem milhares de defeitos, você me deixa puta da vida, você me deixa falando sozinha uma hora da manhã e com vontade de socar sua cara, mas o problema não é você. O problema sou eu. Eu mesma. Eu que não dou sorte. Eu que tenho dedo podre. Eu que tenho aqueles problemas bestas e grandes de relacionamentos. Vai ver é pra ser assim. Porque caras mais velhos só querem me comer e caras mais novos me dão nos nervos de tão bobinhos que são e os musculosos são muito egocêntricos e os magrelos não dão conta do recado. Os librianos são muito chatos (e eles geralmente são mesmo) e os piscianos me deixam toda apaixonada. Os altos não conseguem me beijar, os baixinhos não me deixam usar salto, os das exatas não tem emoção e os de humanas têm até de mais, o nerd é um mosca morta, o publicitário tá sempre ocupado, os ateus fazem e contam e os religiosos nem fazem. Então o problema tem que ser eu. O problema tem que ser a minha falta de vontade de tomar um banho para sair com um cara, tem que ser o meu lacre, tem que ser a minha idade e o meu comportamento em público. Tem que ser as minhas roupas, o meu beijo, a minha condição financeira - seja lá o que isso significa -, tem que ser alguma coisa. O problema tem que ser que no primeiro dia eu nem ligo, no segundo eu já estou apaixonada, no terceiro eu não quero ouvir seu nome e no quarto você me derrete de novo. Tem que ser que de vez em quando eu caio na gandaia com o coração na mão para ninguém roubá-lo de quem ele realmente pertence e tem vezes que eu vou pro rolê sem coração mesmo. O problema com certeza é a minha inteligência - quer isso signifique que ela é muito ou que ela não é nada - e como eu não cuido bem dos meus cabelos lisos e sobre como eu como pudim até desmaiar para depois malhar até desmaiar. Deve ser também o meu feminismo, a minha vulgaridade, o meu gosto para filmes e sobre como eu tenho um roupão do Harry Potter. Deve ser um monte de coisas. Deve ser tudo. Deve ser que eu consigo ser alguém da cabeça aos pés, deve ser porque toda essa minha coragem acaba deixando você sem coragem alguma.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O pior nem é isso.

O pior não é saber tudo que eu sei. Não é o fato de que estou aqui, sozinha, suada, voltando de uma tentativa idiota de me distrair na academia e prestes a chorar enquanto eu ouço músicas tristes e você provavelmente está feliz, ou com alguém, ou realizado, ou qualquer uma dessas coisas que eu não estou. Nem é que até ontem eu tava feliz, sorrindo e saltitando e hoje eu já acho que deve ter algo de muito errado comigo. Também não tem nada a ver com o fato de que, mesmo implorando muito para que eu não o fizesse, eu entrei no seu perfil e desejei só um pouquinho que você estivesse que nem eu. E mesmo eu relendo várias vezes a mesma coisa boba só para ver se eu desacredito um pouco no que eu sei e mesmo criando um monte de histórias na minha cabeça para achar um final alternativo pra isso (e esquecendo que isso aqui não é uma das histórias que eu escrevo), nada disso é o pior. Não. Isso tudo é fichinha. Eu aguento. Eu sofro, choro, me esperneio. Brigo comigo mesma por ter me deixado acreditar de novo, mas eu aguento. Eu aguento a bronca, as lágrimas, a dor no coração, o grito que nunca sai, por mais alto que eu fale. O pior mesmo é saber que se você me chamar agora, para qualquer coisa, para qualquer lugar, eu sei que eu vou dizer sim. Eu sei que eu vou sair correndo pro banheiro e ficar tão linda quanto eu puder. Sei que se você me mandar uma mensagem, eu vou responder - e eu nem vou demorar como você demora. Esse é o pior. Quando você me chamar no facebook - e cedo ou tarde você vai - eu não vou dizer "não posso falar agora", como eu quero muito falar, só para você saber um pouco como eu me sinto: eu vou responder, eu vou ficar esperando qualquer sinal seu, eu vou passar minutos de desespero tentando descobrir o que eu respondo. Se você voltar a falar todas aquelas coisas bonitinhas - que parecem um bando de mentirinhas mal terminadas agora - eu sei que eu vou acreditar em todas elas de novo. Eu vou me dizer que seria muita maldade você estar mentindo sobre isso, e como você é todo legal e fofo e inteligente, não pode ser mentira.  O pior é que eu sei - eu SEI - que é tudo jogo e que você, mais do que legal e fofo e inteligente, você é esperto e eu sou uma boba, uma boba com um coração bobo e que tá louca por qualquer migalha de esperança que você vai jogar para ela.